O primeiro Brasil e Índia da história acabou em goleada, mas quem roubou a cena foi o estádio

Brasil 4 a 0 Índia no primeiro jogo da história entre as seleções. Como foi em campo, a verdade sobre o estádio vazio e o passado do Salt Lake com Messi.
No sábado, 3 de outubro, a seleção brasileira jogou pela primeira vez contra a Índia em toda a história. Venceu por 4 a 0, encerrou a Data FIFA e deixou o campo com um assunto maior do que o placar, porque as imagens das arquibancadas correram o mundo antes mesmo do apito final. Abaixo, o que aconteceu em campo, o que realmente rolou nas arquibancadas e a história pouco conhecida do estádio que recebeu o jogo.
O jogo, do apito inicial ao quarto gol
A partida começou às 11h de Brasília, no estádio Vivekananda Yuba Bharati Krirangan, mais conhecido como Salt Lake, em Calcutá.
Estêvão abriu o placar e Pedro ampliou ainda no primeiro tempo. Na etapa final, Samuel Lino marcou duas vezes e fechou a goleada, a última já nos acréscimos.
Vinícius Júnior foi substituído no intervalo depois de uma atuação apagada.
A Índia ocupa a 138ª posição no ranking da FIFA, e a seleção brasileira não teve dificuldade para resolver. Também não empolgou, e boa parte da imprensa classificou a atuação como abaixo do esperado.
O estádio vazio e o que explica isso?
Aqui está o ponto que dominou as redes. O Salt Lake trabalha hoje com cerca de 65 mil lugares, e a agência AFP descreveu o estádio como meio vazio durante a partida.
O detalhe curioso é que o lugar já foi gigante de verdade. Chegou a ter 120 mil lugares até 2011 e foi perdendo capacidade a cada reforma, quando as arquibancadas de concreto deram lugar a cadeiras individuais.
Sobre o público, a explicação apontada pela crítica local não foi falta de interesse, foi preço.
Os ingressos mais baratos saíram por 999 rupias, algo como 10 dólares, e esgotaram em minutos. As demais faixas ficaram entre 3.500 e 25.000 rupias, e essas é que sobraram.
Ou seja, o torcedor indiano quis ir. O que faltou foi ingresso acessível, e o que sobrou foi assento caro aparecendo nas fotos.
O estádio já tinha uma história pesada com um craque
E não é a primeira vez que o Salt Lake aparece por um motivo que não é futebol jogado.
Em dezembro de 2025, Lionel Messi esteve no mesmo gramado em um evento especial, ao lado de Luis Suárez e Rodrigo De Paul. Ficou cerca de 20 minutos em campo e saiu antes do previsto por problemas de organização.
A reação foi imediata. Torcedores invadiram o campo, arrancaram cadeiras das arquibancadas e atiraram objetos. O principal organizador do evento foi detido pela polícia e o caso virou investigação.
Teve ainda um capítulo final. Uma estátua de Messi com 21 metros foi erguida na região de Lake Town durante a visita e acabou desmontada em junho de 2026, depois que engenheiros apontaram falhas estruturais e risco com a ação do vento.
O que Ancelotti falou sobre o amistoso?
O treinador foi perguntado se o jogo serviria como teste para os jogadores novos e respondeu antes da partida que não encarava daquele jeito.
Ele disse que para eles não é um teste, e sim uma oportunidade de mostrar a qualidade que podem ter, e que era preciso tratar tudo com tranquilidade.
Em seguida, deu o recado que interessa. Para a seleção brasileira nunca será um amistoso, porque o momento é de começo de um novo ciclo de jogadores.
Vale lembrar o contexto. Esse foi o primeiro conjunto de jogos depois da eliminação nas oitavas da Copa, então cada minuto em campo é vitrine para quem quer se firmar.
A seleção só volta a campo em novembro
A Data FIFA se encerrou em Calcutá. Antes da Índia, o Brasil enfrentou a Austrália duas vezes, com uma vitória por 4 a 2 e um empate.
Os próximos compromissos ficam para novembro, os dois em Singapura. Dia 14 contra o Japão e dia 17 contra a seleção da casa.
Até lá, o foco volta para os clubes, e boa parte desses nomes vai seguir sendo avaliada jogando Brasileirão e Libertadores.
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